quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Prédio desaba no Distrito Federal e deixa mais de 20 famílias desabrigadas

Edifício tinha quatro andares e irregularidades em toda a sua estrutura

Desabamento Taguatinga

Ao todo, 24 famílias ficaram desabrigadas (Foto: G1/Reprodução)

11/01/2022 | 13:02 – Um prédio comercial e residencial desabou parcialmente na última quinta-feira (6), em Taguatinga, no Distrito Federal. Os bombeiros afirmaram que não houve feridos e que a estrutura já estava irregular. Ao todo, 24 famílias ficaram desabrigadas, e uma busca será realizada pelos escombros para confirmar se o acidente não levou algum morador a óbito. 

O Corpo de Bombeiros divulgou imagens do edifício de quatro andares e 24 apartamentos que mostram paredes, colunas e teto do edifício com “deformidades incomuns”. Os registros expõem rachaduras e uma série de deteriorações, corroborando a informação da Administração Regional de Taguatinga de que o prédio é irregular.

Os registros foram feitos momentos antes de a estrutura ceder: na manhã de quinta-feira, um dos moradores já havia acionado os bombeiros após ouvir estalos pelas paredes. Eles chegaram no prédio em torno de 11h da manhã, esvaziaram o local e as redondezas, e o desabamento aconteceu por volta das 14h.

Apesar de o prédio não ter desabado completamente, os riscos de um desmoronamento não foram eliminados. Assim, a rua em que o acidente aconteceu foi interditada e todos os moradores precisaram ser encaminhados a hotéis, abrigos ou casas de parentes.

Uma das moradoras, Juliana Cate, contou ao G1 que ela, o marido e os três filhos só tiveram tempo de pegar alguns documentos e abandonar o imóvel. “Estávamos todos em casa quando um bombeiro bateu na porta e disse que o prédio podia desabar. Entrei em desespero e comecei a me tremer", relatou. Ela também contou que o prédio já tinha sinais de desabamento, mas que os proprietários afirmaram que rachaduras eram normais.

Alguns dos moradores contaram, ainda, que o proprietário do edifício chegou a criar um grupo em um aplicativo de mensagens com todos os moradores, mas que ele não havia se pronunciado ou tomado medidas cabíveis. Além das irregularidades, a obra nunca recebeu permissão para dar continuidade à construção do prédio.

(Com informações do G1)


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